sábado, 26 de dezembro de 2015

O Senhor e o ensino de sua Palavra



O Senhor Deus sempre se preocupou com o ensino de Sua palavra.

Desde os tempos bíblicos, ensinar as Escrituras foi tarefa primordial legada ao Seu povo.

Nos dias de Moisés, os pais eram os próprios responsáveis pelo ensino da Lei do Senhor. O lar era uma escola onde os filhos aprendiam a temer a Deus.

Havia reuniões públicas, onde todo o povo participava. Os sacerdotes, além do culto, tinham o encargo de ensinar a Lei.

Os reis de Judá que foram piedosos, juntos com os sacerdotes, ensinavam a Palavra.

Nos dias de Jesus, das 90 vezes que alguém se dirigiu a Ele, 60 vezes Cristo foi chamado de Mestre.

Sua última comissão foi à Igreja, foi: “Ide e ensinai”. Jesus ensinava:

a) Nas sinagogas;
b) Em casas particulares;
c) No templo;
d) Nas aldeias;
e) Às multidões.

Precisamos tornar a Bíblia conhecida para que as pessoas possam exercitá-la com profundo conhecimento.

Além disso, fazer com que o cristão seja forte para resistir aos momentos de bombardeios doutrinários que essas “novas teologias” do tempo presente lançam todos os dias sobre nós.

A divulgação da Palavra é o instrumento de Deus que fornece uma base bíblica de fortalecimento à vida cristã para a Sua Igreja.

A sua Bíblia Sagrada não chegou às suas mãos para ficar empoeirada na sala de visitas, aberta no Salmo 23.

Há muitas Bíblias empoeiradas nas estantes por ai, mas o maior desafio que temos é desempoeirar nossa mente e coração e fazer um pacto para viver em obediência à Palavra.

Pr. Reinaldo Ribeiro
Pb. João Placoná



sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

O destino final dos pecadores


Ninguém gosta falar sobre o inferno, nem tampouco as igrejas, porém é uma doutrina bíblica e real.

A Bíblia Sagrada deixa muito claro que tanto a salvação quanto a perdição são eternas.

 Muitos não levam a sério a existência do inferno nem a possibilidade de fazer dele a sua morada eterna.

O assunto é muito sério já que ir ou não para o inferno dependerá de nossas escolhas e a única escolha que nos poderá livrar-nos do inferno e escolhermos Jesus Cristo, pois Ele diz no evangelho segundo Marcos 16:16.  “Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado”!

I. QUEM ESTÁ NO INFERNO AGORA?

Todas as almas que desobedecem a Deus, começando da raça ímpia de Caim, o povo que morreu no Dilúvio, os que não obedeceram às leis de Deus, e os que morrem hoje nos nossos dias, e os que morreram desde o princípio do mundo sem a salvação, para lá são destinados os que ouvindo o evangelho não quiseram viver uma vida santa com o Senhor, por isso vão para lá.

O inferno não foi feito para o homem, mas para o diabo e seus anjos (Mt 25.41).

II. O LAGO DE FOGO

As Sagradas Escrituras descrevem o estado final dos ímpios como de sofrimento eterno, que vai além da imaginação humana.

Após a morte a alma dos ímpios voa para o inferno aguardando o Juízo Final e após este julgamento as almas dos ímpios serão lançadas em lugar chamado de “lago de fogo”. 

No juízo do grande trono branco, as almas no inferno serão unidas aos seus corpos, que serão ressuscitados dos túmulos.

Cristo pronunciará a sentença final do julgamento sobre os mortos ímpios, eles serão lançados no lago de fogo, a morada eterna dos perdidos (Ap 20.10-15).

Como resultado do Juízo Final, os ímpios serão lançados no Lago de fogo.

Este é o lugar destinado ao suplício das almas dos perdidos.  As designações “lago de fogo”, “fornalha de fogo”, “segunda morte”, “trevas exteriores”, “fogo indistinguível”, etc., são sinônimos de “inferno”.

O inferno pode ser comparado à cadeia local onde o prisioneiro temporariamente espera pela sentença.

O réu sai da cadeia para ir à presença do juiz para ouvir sua sentença final. Apocalipse 20.9-15 é o registro do julgamento de Satanás e seus seguidores diante do grande trono branco e todos que rejeitaram a Cristo.

O lago de fogo poderá ser comparado a uma prisão para onde vão aqueles sentenciados por toda a eternidade.

Ao descrever o inferno, nosso Senhor fala sobre o verme que não morre e o fogo que não se apaga. Marcos 9.43-48. É um lugar de sofrimento consciente com fogo literal. É a punição eterna pelo pecado.

III. A PUNIÇÃO ETERNA DOS ÍMPIOS SE CONSISTIRÁ EM:

1.  Ausência total do favor de Deus (Lc 16.25).

2.   Uma interminável perturbação da vida, resultado do domínio do pecado (Lc 16.27, 28).

3.  Dores e sofrimentos no corpo e na alma (Lc 16.24).

4.  Castigos pessoais, como agonias da consciência: desespero, choro e ranger de dentes (Lc 16.23, 28).

5.  No inferno, os desejos, os pedidos, as necessidades jamais serão satisfeitos; porque o inferno é lugar de privação de tudo o que o ser humano necessita (Lc 16.23, 25,27).

A Bíblia ensina que a duração da punição no inferno é eterna, pois, em Mateus 25.46 a mesma palavra descreve a duração tanto dos justos (vida eterna) como do castigo dos ímpios: “E irão estes para o castigo eterno, porém os justos para a vida eterna”. (Leia ainda Mt 5.22, 29, 30; 10.28; 13.41-42; 18.8-9; 23.15, 33; 25.41).

Todas estas referências foram citadas, não por teólogos, escritores, comentaristas, pastores e evangelistas, mas, por nosso Senhor Jesus Cristo.

O ensino bíblico sobre o inferno deveria acrescentar em nós uma maior seriedade no compromisso de pregar e ensinar a Palavra de Deus, assim como ela é.

IV.   QUEM IRÁ PARA O SOFRIMENTO ETERNO

Satanás será lançado no lago de fogo para toda a eternidade. Os que estão morrendo, e agora, sem salvação e sem Jesus, os que lutaram contra o Senhor no vale do Amargedom, os que receberão a marca da besta, os que serão julgados no juízo das nações, os que estiverem à esquerda de Jesus, os que morreram sem Cristo na Grande Tribulação, todos esses e mais outros irão para o suplício eterno chamado na Bíblia de INFERNO.

Pr. Elias Ribas
Pb. João Placoná

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Superstição ou heresia evangélica?























Estou impressionado com a quantidade de cristãos que tem usado o Facebook e Whatsapp para repassar correntes, mantras e spams.

Nessa perspectiva tornou-se comum encontrar nas redes sociais irmãos em Cristo dizendo:

"Repasse esse texto para 10 pessoas e serás abençoado" ou ainda, "Curta essa mensagem e Deus lhe enviará bênçãos sem medida.”.

 Caro leitor, o comportamento supersticioso  e herético dos evangélicos aponta para a ignorância teológica dos nossos pastores e líderes, até porque, o povo somente reproduz aquilo que ouve e aprende dos púlpitos.

O apóstolo Paulo quando no Areópago, em Atenas: disse: “... em tudo vos vejo um tanto supersticiosos” (At 17.22).

 A despeito de estas palavras terem sido dirigidas aos atenienses, veremos neste artigo que elas também valem para muitos cristãos da atualidade.

Lamentavelmente os evangélicos são tão supersticiosos e heréticos quanto aos não cristãos, isto porque, influenciados por uma fé mística e sincrética, tem sido tomados pelas mais variadas crendices populares.

 Ora, o comportamento de alguns dos denominados evangélicos, cada vez mais se aproxima do comportamento daqueles que não confessam a Cristo como Senhor e Salvador.

Prezado amigo, vamos combinar uma coisa? Isso não é cristianismo nem aqui nem na China.

Ao ouvir as aberrações proferidas por esse povo chego a conclusão que suas mentes são de uma fertilidade fora do comum.

 Por favor, alguém me diga de onde que esse pessoal tira tanta bobagem? Das Escrituras é que não é.

Veja bem, nós não somos regidos por superstições, não temos medo de gato preto, nem tampouco de passar embaixo da escada; nós não acreditamos em mal olhado; olho gordo ou inveja santa.

Nossa fé está em Cristo e é nEle que confiamos e em virtude disso não necessitamos comer lentilhas, vestir branco, ou fazer promessas, até porque, absolutamente nada pode acontecer de mal na vida daquele que serve ao Senhor.

Além disso, repassar correntes, mantras ou expressões religiosas não traz bênção sobre ninguém.

É muito comum encontrarmos nos sites sociais mensagens do tipo:

“Esta semana o senhor entregará a sua bênção”; 

“Algo de maravilhoso está por vir... Aguarde!”;

“Deus mandou entregar o seu presente... Recebaaaa!!!”;

“Deus vai te honrar na presença dos teus inimigos, se acredita diga, Amém!”;

"hoje o fogo vai descer!!!, se crê, digite um Amém!!!”.

Isto posto, abandone a superstição e heresias, creia nas Escrituras e pare de repassar correntes nas Redes sociais.

Pr. Renato Vargens
Pb. João Placoná

sábado, 19 de dezembro de 2015

Os parentes mortos vêm visitar seus familiares que estão vivos?


Em primeiro lugar devemos entender que a Bíblia proíbe qualquer comunicação de vivos com os mortos. Não existe qualquer possibilidade de contato entre o espírito de quem já morreu e uma pessoa que está viva.   

O espírito de alguém que já morreu não fica vagando como se não houvesse organização no mundo espiritual. Eclesiastes 12:7 e Hebreus 9:27 são claros com relação a isso: “e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu” e “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo”.

Sabendo disso, vemos com clareza que as proibições bíblicas sobre contatos de qualquer natureza com pessoas mortas, se davam porque se tratavam de uma artimanha do diabo para enganar as pessoas.

É muito comum em nossa sociedade ouvirmos histórias de pessoas que “viram” e “ouviram” o espírito de algum parente morto.

Alguns relatam que até conversaram e receberam mensagens especiais vindas do “além”.

A ideia de que familiares voltam do “além” para se comunicar com os vivos não é nova, pois aparece em diversas religiões das mais antigas do mundo.

Porém ganhou força com o crescimento do Espiritismo e também através da força dada pela mídia, que adora histórias sensacionalistas, sendo elas verdadeiras ou não.

Na dúvida e na falta de conhecimento, as pessoas preferem acreditar que é verdade ou mesmo preferem não duvidar.

Pela graça de Deus a Bíblia nos dá fortes fundamentos sobre essa questão, capazes de nortear uma crença equilibrada e correta sobre a comunicação de mortos com os vivos.

No Antigo Testamento Deus proíbe ao seu povo a prática de consulta aos mortos, muito comum nas religiões da época.

Observe que Deus trata desse assunto de uma forma bem séria: “Não vos voltareis para os necromantes, nem para os adivinhos; não os procureis para serdes contaminados por eles. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.” (Levítico 19.31). 

Os necromantes citados ali são as pessoas que consultam os mortos. Apesar da proibição, muitos são desobedientes e, por isso, Deus manda mensagens por meio de Seus profetas: “Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos?” (Isaías 8.19).

Mas por que Deus proíbe a consulta aos mortos se muitos a consideram benéfica?  É interessante pensarmos nessa questão.

Se não houvessem sérios problemas envolvidos nessa prática por que Deus os proibiria?

Uma análise mais aprofundada dos textos bíblicos aponta que o espírito das pessoas mortas NÃO tem contato com o mundo dos vivos nem ficam vagando ou fazendo obras por aqui como afirmam alguns.

Observe: “e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.” (Eclesiastes 12.7). Não existe um caminho do meio que permita que a pessoa fique vagando aqui pela terra. A Bíblia não autoriza esse pensamento.

Em outro texto bíblico é clara a afirmação de que a morte sela o destino da pessoa: “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo…” (Hebreus 9.27). 

Outra indicação clara de que não há esse contato está na parábola do rico e o mendigo que veremos logo adiante.

Considerando as afirmações do texto anterior, fica a pergunta: Se os mortos não fazem contato com os vivos, quem são os que fazem contato com os vivos nas sessões espíritas ou também quando alguém diz que vê um espírito que lhe parece familiar?

A resposta a essa pergunta é justamente a razão da proibição tão enfática de Deus à prática de consultar mortos!

Esses espíritos que se passam por espíritos de pessoas mortas são demônios! Sim, são espíritos malignos, conluiados com o diabo para enganar.

Apesar de parecerem “bonzinhos” e “do bem”, se passarem por “espíritos de luz” (2 Co 11.14) e até por parentes de pessoas que estão vivas, eles infiltram doutrinas destrutivas na mente das pessoas e as levam para distante de Deus, pois as fazem pecar. Por isso Deus proíbe essa prática enganosa!

Mas, como podem esses espíritos saber de coisas tão particulares das pessoas, que somente parentes poderiam saber?

Sabemos que o diabo e seus anjos malignos podem observar as pessoas. Não seria difícil para esses espíritos malignos saber de fatos, imitar vozes, trejeitos, etc., pois eles os observam muito bem e por muito tempo.

Foi exatamente o que aconteceu no caso bíblico onde o rei Saul diz ter feito contato com o falecido profeta Samuel através da médium de En-Dor (1 Samuel 28)
Saul conversou com o espírito de Samuel após a sua morte?

Realmente, muitos usam esse texto como base para dizer que a Bíblia aponta que a comunicação das almas dos mortos com os vivos é algo possível.

Mas será que é isso mesmo que o texto aponta?

Será que uma análise aprofundada desse texto ainda faz dele um apoio à doutrina espírita?

Vejamos algumas considerações sobre esse texto antes de tirarmos qualquer conclusão:

Já de início vemos o rei Saul descumprindo uma lei que Deus havia dado em “Dt 18. 11-12: …nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR…”. 

Pessoas que faziam esse tipo de “comunicação” com mortos eram consideradas uma abominação a Deus e consultá-las era afrontar a Deus.

Isso por um simples fato: Não há possibilidade desse tipo de comunicação. A comunicação que dizem que fazem com as almas dos que já morreram é, na verdade, feita com demônios enganadores. Por isso era proibida por Deus.

Isso mostra o quão longe de Deus o rei Saul estava. E por causa dessa distância da vontade de Deus, vemos que Deus não mais lhe respondia. “Consultou Saul ao SENHOR, porém o SENHOR não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas.” (1Sm 28. 6).

Saul, totalmente distante da vontade de Deus, resolve, por conta própria, fazer aquilo que não agradava a Deus: Consultar médiuns. Até aqui talvez você ainda não esteja convencido se Saul conversou ou não com o espírito do profeta Samuel.

Vejamos se esse encontro realmente aconteceu ou se foi uma farsa demoníaca:

– No final do referido texto (1 Sm 28) vemos que Saul foi procurar a médium totalmente sensibilizado fisicamente e emocionalmente e, por isso, foi presa ainda mais fácil da enganação. Observe que ele estava em um jejum prolongado e totalmente mexido emocionalmente: “De súbito, caiu Saul estendido por terra e foi tomado de grande medo por causa das palavras de Samuel; e faltavam-lhe as forças, porque não comera pão todo aquele dia e toda aquela noite.” (1Sm 28. 20)

– A tal médium já recebe de Saul a dica de com “quem” ele queria falar, facilitando a enganação demoníaca. “Então, lhe disse a mulher: Quem te farei subir? Respondeu ele: Faze-me subir Samuel.” (1Sm 28. 11).

– A médium diz espantada a Saul que estava vendo a Samuel. Mas, na verdade, fica mesmo muito assustada com a presença do rei Saul ali, pois ele havia eliminado de Israel vários médiuns pouco tempo antes e estava disfarçado (1Sm 28. 3). “Vendo a mulher a Samuel, gritou em alta voz; e a mulher disse a Saul: Por que me enganaste? Pois tu mesmo és Saul.” (1Sm 28. 12)

– A médium diz que viu Samuel, mas Saul não viu nada, ficando totalmente à mercê de qualquer enganação, seja da médium, seja de demônios. “Respondeu-lhe o rei: Não temas; que vês?” (1Sm 28. 13).

– A médium faz uma descrição óbvia da figura de Samuel (um ancião de capa); e Saul “entende” que é Samuel. Mais uma vez friso: Saul não via nada, apenas era conduzido pela médium, sendo presa fácil. “Perguntou ele: Como é a sua figura? Respondeu ela: Vem subindo um ancião e está envolto numa capa. Entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra e se prostrou.” (1Sm 28. 14). Observe quão desequilibrado estava Saul, pois, apenas “entendendo” que era Samuel  já se prostrou com o rosto em terra.

– A coisa piora a partir de agora. [Considerando] que fosse Samuel quem falava pela médium, vemos que esse Samuel agia à parte de Deus, pois Deus havia desaprovado a conduta de Saul e não lhe respondia, mas esse Samuel respondia.

O verdadeiro profeta Samuel sempre falava da parte de Deus e agora depois de morto não falaria mais da parte de Deus? Teria Samuel resolvido por si próprio falar a Saul sem o consentimento de Deus?

O mundo espiritual estaria uma bagunça que fugia do controle de Deus?

– O tal “Samuel” faz profecias erradas, mostrando claramente que não vinha da parte de Deus e que, na verdade, era um demônio (limitado na presciência e enganador).

Ele revela que Saul e seus filhos morreriam no dia seguinte, entregues nas mãos dos filisteus (v. 19). Isso não acontece. Muitos dias se passam e Saul e [alguns] de seus filhos morrem em batalha [diferente do que o tal “Samuel” tinha dito em 1 Sm 28. 19]

“Entretanto, os filisteus pelejaram contra Israel, e, tendo os homens de Israel fugido de diante dos filisteus, caíram feridos no monte Gilboa. Os filisteus apertaram com Saul e seus filhos e mataram Jônatas, Abinadabe e Malquisua, filhos de Saul.” (1Sm 31. 1-2). 

Em 2 Sm 2.8 vemos que Isbosete, filho de Saul, não morreu na batalha, sobreviveu a ela. “Abner, filho de Ner, capitão do exército de Saul, tomou a Isbosete, filho de Saul, e o fez passar a Maanaim” (2Sm 2. 8). 

Assim, a palavra do tal “Samuel” que a médium consultava estava errada.

– Profecias que não se cumprem apontam para falsos profetas. “Sabe que, quando esse profeta falar em nome do SENHOR, e a palavra dele se não cumprir, nem suceder, como profetizou, esta é palavra que o SENHOR não disse; com soberba, a falou o tal profeta; não tenhas temor dele.” (Dt 18. 22). 

Samuel, em vida, era profeta verdadeiro de Deus. Após a sua morte viraria um falso profeta? Não! Esse tal “Samuel” que a médium entrevistava não era Samuel! Era um demônio disfarçado.

– A morte de Saul foi também consequência da consulta que fez a uma médium, demonstrando a desaprovação de Deus.

Se Deus realmente falasse por intermédio da alma do já morto Samuel, por que Saul teria pecado em consultá-lo? “Assim, morreu Saul por causa da sua transgressão cometida contra o SENHOR, por causa da palavra do SENHOR, que ele não guardara; e também porque interrogara e consultara uma necromante e não ao SENHOR, que, por isso, o matou e transferiu o reino a Davi, filho de Jessé.” (1Cr 10. 13-14)

Muitos utilizam o caso da consulta do rei Saul a uma médium, que diz ter feito contato com o profeta Samuel, como base para dizer que existe contato entre vivos e mortos. Mas o texto bíblico mostra fortes evidências da fraude aplicada pela vidente.

Existe um único caso na Bíblia de contato – real – entre pessoas que já morreram com vivos. Foi no caso da transfiguração (Mateus 17.1-8), onde apareceram Moisés e Elias, e estavam presentes Jesus, Pedro, Tiago e João.

Porém esse caso foi pontual e teve por objetivo legitimar a missão de Cristo diante de seus principais discípulos, mostrando a conexão entre a Lei (Moisés), os profetas (Elias) e a vinda do Messias prometido (Jesus).

Observe no texto que Moisés e Elias falaram apenas com Jesus Cristo. Não houve contato algum com os apóstolos.

Concluímos que a Bíblia não respalda a prática do espiritismo e nem afirma que existe a possibilidade de espíritos de pessoas mortas aparecerem aos vivos.

Tal acontecimento relatado por muitos, trata-se de comunicação com demônios enganadores, que não tem outro objetivo senão o de levar as pessoas para longe de Deus através de ensinos não bíblicos.

Presbítero André Sanchez
Pb. João Placoná














Em primeiro lugar devemos entender que a Bíblia proíbe qualquer comunicação de vivos com os mortos. Não existe qualquer possibilidade de contato entre o espírito de quem já morreu e uma pessoa que está viva.   

O espírito de alguém que já morreu não fica vagando como se não houvesse organização no mundo espiritual. Eclesiastes 12:7 e Hebreus 9:27 são claros com relação a isso: “e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu” e “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo”.

Sabendo disso, vemos com clareza que as proibições bíblicas sobre contatos de qualquer natureza com pessoas mortas, se davam porque se tratavam de uma artimanha do diabo para enganar as pessoas.

É muito comum em nossa sociedade ouvirmos histórias de pessoas que “viram” e “ouviram” o espírito de algum parente morto.

Alguns relatam que até conversaram e receberam mensagens especiais vindas do “além”.

A ideia de que familiares voltam do “além” para se comunicar com os vivos não é nova, pois aparece em diversas religiões das mais antigas do mundo.

Porém ganhou força com o crescimento do Espiritismo e também através da força dada pela mídia, que adora histórias sensacionalistas, sendo elas verdadeiras ou não.

Na dúvida e na falta de conhecimento, as pessoas preferem acreditar que é verdade ou mesmo preferem não duvidar.

Pela graça de Deus a Bíblia nos dá fortes fundamentos sobre essa questão, capazes de nortear uma crença equilibrada e correta sobre a comunicação de mortos com os vivos.

No Antigo Testamento Deus proíbe ao seu povo a prática de consulta aos mortos, muito comum nas religiões da época.

Observe que Deus trata desse assunto de uma forma bem séria: “Não vos voltareis para os necromantes, nem para os adivinhos; não os procureis para serdes contaminados por eles. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.” (Levítico 19.31). 

Os necromantes citados ali são as pessoas que consultam os mortos. Apesar da proibição, muitos são desobedientes e, por isso, Deus manda mensagens por meio de Seus profetas: “Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos?” (Isaías 8.19).

Mas por que Deus proíbe a consulta aos mortos se muitos a consideram benéfica?  É interessante pensarmos nessa questão.

Se não houvessem sérios problemas envolvidos nessa prática por que Deus os proibiria?

Uma análise mais aprofundada dos textos bíblicos aponta que o espírito das pessoas mortas NÃO tem contato com o mundo dos vivos nem ficam vagando ou fazendo obras por aqui como afirmam alguns.

Observe: “e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.” (Eclesiastes 12.7). Não existe um caminho do meio que permita que a pessoa fique vagando aqui pela terra. A Bíblia não autoriza esse pensamento.

Em outro texto bíblico é clara a afirmação de que a morte sela o destino da pessoa: “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo…” (Hebreus 9.27). 

Outra indicação clara de que não há esse contato está na parábola do rico e o mendigo que veremos logo adiante.

Considerando as afirmações do texto anterior, fica a pergunta: Se os mortos não fazem contato com os vivos, quem são os que fazem contato com os vivos nas sessões espíritas ou também quando alguém diz que vê um espírito que lhe parece familiar?

A resposta a essa pergunta é justamente a razão da proibição tão enfática de Deus à prática de consultar mortos!

Esses espíritos que se passam por espíritos de pessoas mortas são demônios! Sim, são espíritos malignos, conluiados com o diabo para enganar.

Apesar de parecerem “bonzinhos” e “do bem”, se passarem por “espíritos de luz” (2 Co 11.14) e até por parentes de pessoas que estão vivas, eles infiltram doutrinas destrutivas na mente das pessoas e as levam para distante de Deus, pois as fazem pecar. Por isso Deus proíbe essa prática enganosa!

Mas, como podem esses espíritos saber de coisas tão particulares das pessoas, que somente parentes poderiam saber?

Sabemos que o diabo e seus anjos malignos podem observar as pessoas. Não seria difícil para esses espíritos malignos saber de fatos, imitar vozes, trejeitos, etc., pois eles os observam muito bem e por muito tempo.

Foi exatamente o que aconteceu no caso bíblico onde o rei Saul diz ter feito contato com o falecido profeta Samuel através da médium de En-Dor (1 Samuel 28)
Saul conversou com o espírito de Samuel após a sua morte?

Realmente, muitos usam esse texto como base para dizer que a Bíblia aponta que a comunicação das almas dos mortos com os vivos é algo possível.

Mas será que é isso mesmo que o texto aponta?

Será que uma análise aprofundada desse texto ainda faz dele um apoio à doutrina espírita?

Vejamos algumas considerações sobre esse texto antes de tirarmos qualquer conclusão:

Já de início vemos o rei Saul descumprindo uma lei que Deus havia dado em “Dt 18. 11-12: …nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR…”. 

Pessoas que faziam esse tipo de “comunicação” com mortos eram consideradas uma abominação a Deus e consultá-las era afrontar a Deus.

Isso por um simples fato: Não há possibilidade desse tipo de comunicação. A comunicação que dizem que fazem com as almas dos que já morreram é, na verdade, feita com demônios enganadores. Por isso era proibida por Deus.

Isso mostra o quão longe de Deus o rei Saul estava. E por causa dessa distância da vontade de Deus, vemos que Deus não mais lhe respondia. “Consultou Saul ao SENHOR, porém o SENHOR não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas.” (1Sm 28. 6).

Saul, totalmente distante da vontade de Deus, resolve, por conta própria, fazer aquilo que não agradava a Deus: Consultar médiuns. Até aqui talvez você ainda não esteja convencido se Saul conversou ou não com o espírito do profeta Samuel.

Vejamos se esse encontro realmente aconteceu ou se foi uma farsa demoníaca:

– No final do referido texto (1 Sm 28) vemos que Saul foi procurar a médium totalmente sensibilizado fisicamente e emocionalmente e, por isso, foi presa ainda mais fácil da enganação. Observe que ele estava em um jejum prolongado e totalmente mexido emocionalmente: “De súbito, caiu Saul estendido por terra e foi tomado de grande medo por causa das palavras de Samuel; e faltavam-lhe as forças, porque não comera pão todo aquele dia e toda aquela noite.” (1Sm 28. 20)

– A tal médium já recebe de Saul a dica de com “quem” ele queria falar, facilitando a enganação demoníaca. “Então, lhe disse a mulher: Quem te farei subir? Respondeu ele: Faze-me subir Samuel.” (1Sm 28. 11).

– A médium diz espantada a Saul que estava vendo a Samuel. Mas, na verdade, fica mesmo muito assustada com a presença do rei Saul ali, pois ele havia eliminado de Israel vários médiuns pouco tempo antes e estava disfarçado (1Sm 28. 3). “Vendo a mulher a Samuel, gritou em alta voz; e a mulher disse a Saul: Por que me enganaste? Pois tu mesmo és Saul.” (1Sm 28. 12)

– A médium diz que viu Samuel, mas Saul não viu nada, ficando totalmente à mercê de qualquer enganação, seja da médium, seja de demônios. “Respondeu-lhe o rei: Não temas; que vês?” (1Sm 28. 13).

– A médium faz uma descrição óbvia da figura de Samuel (um ancião de capa); e Saul “entende” que é Samuel. Mais uma vez friso: Saul não via nada, apenas era conduzido pela médium, sendo presa fácil. “Perguntou ele: Como é a sua figura? Respondeu ela: Vem subindo um ancião e está envolto numa capa. Entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra e se prostrou.” (1Sm 28. 14). Observe quão desequilibrado estava Saul, pois, apenas “entendendo” que era Samuel  já se prostrou com o rosto em terra.

– A coisa piora a partir de agora. [Considerando] que fosse Samuel quem falava pela médium, vemos que esse Samuel agia à parte de Deus, pois Deus havia desaprovado a conduta de Saul e não lhe respondia, mas esse Samuel respondia.
O verdadeiro profeta Samuel sempre falava da parte de Deus e agora depois de morto não falaria mais da parte de Deus? Teria Samuel resolvido por si próprio falar a Saul sem o consentimento de Deus?

O mundo espiritual estaria uma bagunça que fugia do controle de Deus?

– O tal “Samuel” faz profecias erradas, mostrando claramente que não vinha da parte de Deus e que, na verdade, era um demônio (limitado na presciência e enganador).

Ele revela que Saul e seus filhos morreriam no dia seguinte, entregues nas mãos dos filisteus (v. 19). Isso não acontece. Muitos dias se passam e Saul e [alguns] de seus filhos morrem em batalha [diferente do que o tal “Samuel” tinha dito em 1 Sm 28. 19]

“Entretanto, os filisteus pelejaram contra Israel, e, tendo os homens de Israel fugido de diante dos filisteus, caíram feridos no monte Gilboa. Os filisteus apertaram com Saul e seus filhos e mataram Jônatas, Abinadabe e Malquisua, filhos de Saul.” (1Sm 31. 1-2). 

Em 2 Sm 2.8 vemos que Isbosete, filho de Saul, não morreu na batalha, sobreviveu a ela. “Abner, filho de Ner, capitão do exército de Saul, tomou a Isbosete, filho de Saul, e o fez passar a Maanaim” (2Sm 2. 8). 

Assim, a palavra do tal “Samuel” que a médium consultava estava errada.

– Profecias que não se cumprem apontam para falsos profetas. “Sabe que, quando esse profeta falar em nome do SENHOR, e a palavra dele se não cumprir, nem suceder, como profetizou, esta é palavra que o SENHOR não disse; com soberba, a falou o tal profeta; não tenhas temor dele.” (Dt 18. 22). 

Samuel, em vida, era profeta verdadeiro de Deus. Após a sua morte viraria um falso profeta? Não! Esse tal “Samuel” que a médium entrevistava não era Samuel! Era um demônio disfarçado.

– A morte de Saul foi também consequência da consulta que fez a uma médium, demonstrando a desaprovação de Deus.

Se Deus realmente falasse por intermédio da alma do já morto Samuel, por que Saul teria pecado em consultá-lo? “Assim, morreu Saul por causa da sua transgressão cometida contra o SENHOR, por causa da palavra do SENHOR, que ele não guardara; e também porque interrogara e consultara uma necromante e não ao SENHOR, que, por isso, o matou e transferiu o reino a Davi, filho de Jessé.” (1Cr 10. 13-14)

Muitos utilizam o caso da consulta do rei Saul a uma médium, que diz ter feito contato com o profeta Samuel, como base para dizer que existe contato entre vivos e mortos. Mas o texto bíblico mostra fortes evidências da fraude aplicada pela vidente.

Existe um único caso na Bíblia de contato – real – entre pessoas que já morreram com vivos. Foi no caso da transfiguração (Mateus 17.1-8), onde apareceram Moisés e Elias, e estavam presentes Jesus, Pedro, Tiago e João.

Porém esse caso foi pontual e teve por objetivo legitimar a missão de Cristo diante de seus principais discípulos, mostrando a conexão entre a Lei (Moisés), os profetas (Elias) e a vinda do Messias prometido (Jesus).

Observe no texto que Moisés e Elias falaram apenas com Jesus Cristo. Não houve contato algum com os apóstolos.

Concluímos que a Bíblia não respalda a prática do espiritismo e nem afirma que existe a possibilidade de espíritos de pessoas mortas aparecerem aos vivos.

Tal acontecimento relatado por muitos, trata-se de comunicação com demônios enganadores, que não tem outro objetivo senão o de levar as pessoas para longe de Deus através de ensinos não bíblicos.

Presbítero André Sanchez

Pb. João Placoná