sábado, 24 de junho de 2017

Fim da Alma

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A grande maioria das pessoas vive em busca de progresso material; isto não está errado, entretanto, o erro se configura quando estas ambições ou conquistas são estabelecidas antes de servir, honrar e glorificar a Deus.

Por mais rico que alguém seja, a sua riqueza não terá nenhum valor quando chegar à eternidade.

Tudo que acumulou ficará neste mundo para ser disputado pelos herdeiros.

Porém, se a sua vida serviu ao Senhor, era rico material e espiritualmente, seus herdeiros seguirão os seus passos e continuarão a sua obra.

Ninguém escapará da justiça de Deus; ela se dará quando deixarmos esta vida e chegarmos à eternidade. E você, já entregou de fato seu coração e sua vida a Jesus?

Ele pergunta neste momento a você: "O que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou o que dará o homem em troca da sua alma?" (Mateus: 16.26).

Todos os bens materiais, bem como o próprio ser humano com seus prazeres, vaidades, ambições e glórias, são transitórios neste mundo. Tudo cessa. Tudo acaba.

Mas, a alma permanecerá por toda a eternidade. Viverá eternamente na companhia de Deus ou no inferno, dependendo da sua escolha neste mundo.

Depois disso não há missa, nem vela, nem riqueza que possam mudar o destino da alma humana.

A porta ainda está aberta. Não perca tempo!

Pr. Reinaldo Ribeiro

Pb. João Placoná

domingo, 11 de junho de 2017

Confissão e Pecado

confessando

A Bíblia ensina que a confissão é pré-requisito para o perdão divino, seja para salvação ou comunhão diária.

Tal confissão envolve arrependimento e, se necessário restituição.

A confissão sem arrependimento é fraude. “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará, mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” Provérbios 28:13.

Às vezes a confissão exige a restituição - Êxodo 22:1-15. Este é o aspecto da confissão que sempre é esquecido. Mas se nosso pecado privou alguém do que lhe pertencia por direito (bens, dinheiro, trabalho), devemos nos apressar em restituir.

As Escrituras anunciam que Deus perdoa livremente os que confessam os seus pecados.

A confissão é humilhante, mas “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” I João 1:9.

É extraordinário o fato de o Deus onisciente prometer não apenas nos perdoar, mas também esquecer-se de nossos pecados para sempre!

Pão diário

Pb. João Placoná

segunda-feira, 29 de maio de 2017

A Chamada para a Salvação

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Deus nunca força o homem aceitá-lo, mas certamente convida a receber a salvação.

Este convite inclui o dom da graça de Deus e o poder do Espírito Santo para convencer o homem do pecado e ajudá-lo na decisão para sua salvação.

Os atos da graça divina mediante a salvação são conhecidos como “a chamada para a salvação”. “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28).

I. A NECESSIDADE DA CHAMADA

Certo líder espiritual observou que o homem não descobre a Deus, mas, sim, Deus se revela ao homem através das Escrituras Sagradas. Além disto, o homem não pode iniciar ou realizar sua salvação à parte de Deus. Por causa da sua natureza pecaminosa, o homem é espiritualmente um “inválido”, incapaz em si mesmo de dar um só passo em direção a Deus (Rm 3.11). Porque a natureza depravada do homem e seu pecado tornam-se incapaz de vir a Deus.

Por isso Deus teve que vir até ele. Portanto, Deus precisou prover não somente um meio de salvação (a redenção em Cristo); mas também Ele restaura ao homem a capacidade de buscá-lo. Ele mesmo atrai todos os homens a Si, no recebimento da salvação, mediante o Espírito Santo.

Sem esta ajuda divina nenhum homem poderia jamais ser salvo. “Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios” (Rm 5.6). “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6.44).

Conforme a resposta positiva que Deus vê no coração do homem em aceitá-lo, ele restaura, liberta, perdoa e transforma o homem numa nova criatura.

II. SALVAÇÃO OFERECIDA A TODOS

A preservação da vida de Raabe e sua família (Hb 11.31); a benção sobre a vida de Rute (Rt 4.13-22); e a cura de Naamã (2º Rs 5.1-14), são apenas alguns exemplos de que Deus é Senhor e abençoador de todos.

Ele quer salvar a todos (T 2.11; Mt 11.28; Jô 6.37; Ef 4.6). O profeta Jonas testificou que Deus é misericordioso para aceitar a qualquer um que se arrependa de seus pecados (Jn 4.2).

O evangelho de João 1.12, confirma este propósito de Deus: salvar a todos (Jo1.12). Jesus também o declarou (Jô 3.17; 5.24).

Infelizmente, muitos são os que rejeitam o convite da graça de Deus e acabam por desprezar a Cristo, acarretando sobre si a ira divina.

III. A NATUREZA DO CHAMAMENTO

É importante compreender que o chamamento de Deus para a salvação.

Deus deseja que todos recebam a salvação em Cristo, e a vida eterna que Ele oferece. Deus deseja que todos os homens sejam salvos. Ele não força a decisão do homem, mas Seu próprio desejo é que o mundo receba. “...não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento’ (2ª Pe 3.9b).

Portanto Deus deseja que todos cheguem ao arrependimento e recebam o perdão de seus pecados.

O convide de Jesus não é seletivo, mas para todos os homens. “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28). Embora o chamamento de Deus seja dirigido a todos os homens, estes não são obrigados a aceitá-lo.

O fato do chamamento ser universal, a salvação não é universal, mas individual. Assim como a redenção de Cristo é suficiente para todos, mas eficaz somente para o que crê, assim também a chamada de Deus é válida para o mundo inteiro. Mas aplicável somente aqueles que a atendem.

“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Jesus convida a todos para que recebam a vida eterna.

Deus chama o homem para desfrutar de uma porção especial no Seu evangelho. “Ah! Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite” (Is 55.1).

No capítulo 55 o profeta messiânico prenuncia o evangelho da graça. As primeiras palavras deste capítulo fazem nos lembrar aos de nosso Senhor Jesus Cristo no grande dia da Festa dos Tabernáculo: “No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba” (Jo 7.37). O evangelho faz o seu apelo ao um mundo sedento. Notemos os seguintes pontos:

1. Um evangelho de graça: tudo é oferecido “sem dinheiro e sem preço”.

2. É um evangelho de fé e não de obras: “Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá” (v.3).

3. É o evangelho de Cristo (v.4). Deus o tem dado como príncipe e Comandante do povo, para ser o Capitão da sua salvação. Os que o procuram, acham; e todos os que o invocam (v. 6) recebem misericórdia e perdão (v.7).

4. É um evangelho de gozo (v.12). Quem o recebe sai cantando, como o eunuco da Etiópia (At 8.39).

5. É um evangelho frutífero (v.13). “Em lugar do espinheiro, crescerá o cipreste, e em lugar da sarça crescerá a murta”. As obras da carne cedem lugar ao fruto do Espírito.

IV. O CHAMADO ESPECIAL

O chamamento básico e geral de Deus é para o arrependimento (Mt 3.2; 2ª Pe 3.9) e para a fé (Rm 10.9; 1ª Jo 3.23).

Este é o chamamento para a salvação, o qual envolve outros chamamentos mais específicos.

Primeiramente, os que recebem o chamamento para a salvação recebem uma vocação especial para serem num sentido específico os “chamados”, em contraste com o restante do mundo (1ª Co 1.26; Ef 1.18), pois são chamados para serem santos (1ª Co 1.7).

Em segundo lugar, os que “chamados para serem santos” também recebem chamamento para ministérios específicos, assim como Paulo foi “chamado” para ser apóstolo (Rm 1.1).

Então? Já descobriu o seu chamado?

Pr. Elias Ribas

Pb. João Placoná

sábado, 27 de maio de 2017

Como posso me tornar um filho de Deus?

filho de Deus

É muito simples: "Mas, a todos quantos o [Jesus] receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus" (João 1:12).

Você precisa nascer de novo

Quando visitado por um líder religioso chamado Nicodemos, Jesus não imediatamente o assegurou de que ia ao céu. Ao invés, Cristo disse: "Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus" (João 3:3).

A primeira vez que uma pessoa nasce, ela herda a natureza pecaminosa que resulta da desobediência de Adão no Jardim do Éden. Ninguém tem que ensinar uma criança a pecar. Ela já naturalmente segue seus desejos de fazer o errado, os quais a levam a cometer pecados como mentir, roubar e odiar. Ao invés de ser um filho de Deus, a criança é na verdade um filho da desobediência e ira.

“Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar [Satanás], do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais” (Efésios 2:1-3).

Como filhos da ira, merecemos ser separados de Deus no inferno. Felizmente, a passagem continua: “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, - pela graça sois salvos-” (Efésios 2:4-5).

Receba a Jesus

"Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus" (João 1:12).

Esta passagem explica claramente como tornar-se um Filho de Deus.

Precisamos receber Jesus através da fé nEle. O que precisamos acreditar sobre Jesus?

Primeiro, precisamos reconhecer que Jesus é o eterno Filho de Deus que se tornou homem. Nascido do poder do Espírito Santo, pela virgem Maria, Jesus não herdou a natureza pecaminosa de Adão. Então, Ele é chamado de segundo Adão (1 Coríntios 15:22).

Enquanto que a desobediência de Adão trouxe a maldição do pecado ao mundo, a vida perfeita de Cristo pode cobrir as nossas transgressões. Nossa resposta deve ser de nos arrepender (voltar-nos contra o pecado), confiando em Sua vida perfeita para nos purificar.

Segundo, precisamos ter fé em Jesus como Salvador. O plano de Deus foi de sacrificar o Seu Filho perfeito na cruz para pagar pela punição que merecemos pelo nosso pecado: a morte. A morte de Cristo liberta a todo aquele que O recebe da penalidade e do poder do pecado.

Finalmente, precisamos seguir a Jesus como Senhor. Depois de fazer de Cristo o Vitorioso sobre o pecado e a morte, Deus deu a Ele toda autoridade (Efésios 1:20-23). Jesus guia todos que O recebem; Ele vai julgar a todos que O rejeitam (Atos 10:42).

Porque a graça de Deus nos leva ao arrependimento e fé no Salvador e Senhor, somos nascidos de novo para uma nova vida como filhos de Deus. Apenas aqueles que recebem a Jesus – não apenas um conhecimento intelectual sobre Ele, mas realmente dependendo dEle de coração para a salvação, submetendo-se a Ele como Mestre, e amando a Ele como o tesouro supremo – tornam-se filhos de Deus.

Torne-se um filho de Deus

"Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; a saber: aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus" (João 1:12-13).

Assim como não tivemos influência alguma sobre o nosso nascimento a este mundo, não podemos fazer nada que causaria o nosso nascimento à família de Deus, nem através de boas obras, nem por invocar uma fé qualquer. Como o verso acima diz: Deus é quem “nos deu o poder” de acordo com a sua vontade graciosa. “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus” (1 João 3:1). Por causa disso, o filho de Deus não tem nada do que se orgulhar, mas se vangloria apenas no Senhor (Efésios 2:8-9).

Uma criança cresce e se parece com os seus pais. Igualmente, Deus quer que Seus filhos tornem-se mais e mais como Jesus Cristo. Apesar de que apenas no céu seremos perfeitos, um filho de Deus não vai habitualmente pecar sem se arrepender. “Filhinhos, não vos deixeis enganar por ninguém; aquele que pratica a justiça é justo, assim como ele é justo. Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo. Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus. Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: todo aquele que não pratica justiça não procede de Deus, nem aquele que não ama a seu irmão” (1 João 3:7-10).

Não se engane; um filho de Deus não pode ser “renegado” por pecar.

Entretanto, alguém que “pratica” o pecado (quer dizer, consistentemente desfruta do pecado sem se preocupar em viver de uma forma que agrade a Deus) revela que nunca nasceu de novo. Jesus falou a tais pessoas: “Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhes aos desejos” (João 8:44).

Os filhos de Deus, por outro lado, não mais desejam a gratificação do pecado, mas sim conhecer, amar e glorificar ao seu Pai.

A recompensa de ser um filho de Deus é imensurável. Como filhos de Deus, fazemos parte de Sua família (a igreja), temos como promessa um lar no céu e recebemos o direito de nos aproximar de Deus em oração como o nosso Pai (Efésios 2:19; 1 Pedro 1:3-6; Romanos 8:15).

Responda ao chamado de Deus de se arrepender dos seus pecados e acreditar em Cristo. Torne-se um filho de Deus hoje mesmo!

Faça, agora, a seguinte oração de comprometimento:

Senhor, eu preciso de ti.

Abro a porta da minha vida e recebo-te como meu Salvador e Senhor.

Toma conta da minha vida.

Agradeço-te porque perdoas os meus pecados e me aceitas como sou.

Gotquestions.org/Português

Pb. João Placoná

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Céu ou Inferno – Qual a sua escolha?

ceu ou inferno

Lucas 16:19-31

” 19 Jesus continuou:

— Havia um homem rico que vestia roupas muito caras e todos os dias dava uma grande festa.

20 Havia também um homem pobre, chamado Lázaro, que tinha o corpo coberto de feridas, e que costumavam largar perto da casa do rico.

21 Lázaro ficava ali, procurando matar a fome com as migalhas que caíam da mesa do homem rico. E até os cachorros vinham lamber as suas feridas.

22 O pobre morreu e foi levado pelos anjos para junto de Abraão, na festa do céu. O rico também morreu e foi sepultado.

23 Ele sofria muito no mundo dos mortos. Quando olhou, viu lá longe Abraão e Lázaro ao lado dele.

24 Então gritou: “Pai Abraão, tenha pena de mim! Mande que Lázaro molhe o dedo na água e venha refrescar a minha língua porque estou sofrendo muito neste fogo!”

25 — Mas Abraão respondeu: “Meu filho, lembre que você recebeu na sua vida todas as coisas boas, porém Lázaro só recebeu o que era mau. E agora ele está feliz aqui, enquanto você está sofrendo.

26 Além disso, há um grande abismo entre nós, de modo que os que querem atravessar daqui até vocês não podem, como também os daí não podem passar para cá.”

27 — O rico disse: “Nesse caso, Pai Abraão, peço que mande Lázaro até a casa do meu pai

28 porque eu tenho cinco irmãos. Deixe que ele vá e os avise para que assim não venham para este lugar de sofrimento. ”

29 — Mas Abraão respondeu: “Os seus irmãos têm a Lei de Moisés e os livros dos Profetas para os avisar. Que eles os escutem!”

30 — “Só isso não basta, Pai Abraão!”, respondeu o rico. “Porém, se alguém ressuscitar e for falar com eles, aí eles se arrependerão dos seus pecados.”

31 — Mas Abraão respondeu: “Se eles não escutarem Moisés nem os profetas, não crerão, mesmo que alguém ressuscite.”

Os capítulos 14, 15, 15 falam de momentos em que Jesus estava sendo observado e testado. Nesses capítulos Jesus trouxe muitos ensinamentos, expôs os mestres da lei e também mostrou que amava as pessoas que precisavam da sua misericórdia.

Deus nos ama e sempre nos dá oportunidade do arrependimento e recomeço.

Esta semana assistimos a nossa nação ser escandalizada pela corrupção.  É bom que o país seja “passado à limpo”, mas também devemos lembrar que quem elegeu esses corruptos fomos nós.

Muitas vezes também nos igualamos a todos eles querendo levar vantagem em alguma coisa.  Para benefícios próprios, tiramos proveito e favores de certas amizades.

Às vezes temos o mesmo perfil dos políticos, usamos de posições que ocupamos para tirar proveito.

O ato de comprar uma carta de motorista, pagar um funcionário público para retirar os seus pontos da carteira de motorista, fazer uso de produtos piratas, nos tornamos corruptos tanto quanto esses políticos que estão sendo acusados.

É fácil apontar o erro do outro, quando agimos da mesma forma que os políticos corruptos. É preciso acabar com a cultura do "jeitinho brasileiro".

A corrupção está nas entranhas de nosso país, e ela existe há séculos, porque o homem está mais preocupado em possuir bens aqui na terra do que ser uma pessoa honesta.

As pessoas estão cada vez mais materialistas, egoístas e individualistas. Apontamos os erros dos outros, mas quem nunca infringiu uma lei seja ela qual for?

Para concluir os capítulos anteriores do evangelho de Lucas, Jesus entrega esse ensinamento e usa a parábola do rico e Lázaro.

Através da parábola do rico e de Lázaro, Jesus ensina aos seus discípulos algo que estava sendo cometido por todos e que desagradava a Deus, seja na ganância ou no desprezo.

Esse ensinamento não quer dizer que os ricos vão para o inferno e os pobres para o céu. Não é a condição financeira que define se uma pessoa vai para o céu ou inferno.

O problema não estava no fato do homem ser rico, mas sim por ser egoísta. A má administração dos bens concedidos por Deus haviam afastado os judeus da verdadeira riqueza, que é a vida eterna.

Nesse ensinamento, o Senhor expõem dois tipos de pessoas: um podre por fora e outro podre por dentro.

Um homem confiante totalmente nas suas riquezas e luxúrias o outro totalmente dependente de Deus.

O texto diz que os dois homens morreram. O mendigo morreu e foi levado pelos anjos de Deus e o rico morreu e foi sepultado.

Aquele homem que não possuía nada, que tinha o corpo todo machucado, morre e tem uma vida de rico. Na passagem não fala como o corpo de Lázaro foi sepultado, porque o que importava não era o seu corpo e sim o aconteceu com sua alma.

Na tradução judaica os ricos eram colocados em pano de linhos para serem sepultados.

Todas as honras dadas aos homens ricos no plano espiritual tudo isso não serviria para nada na eternidade.

O texto diz que o rico estava em um lugar de tormento e ao ver Lázaro do lado de Abraão, pede para que Lázaro molhe o dedo com água para colocar em sua boca. Abraão explica que entre eles há um abismo que impede que isso aconteça. Então ele pede para que Abraão mande Lázaro voltar à terra e avisar seus parentes. 29 — Mas Abraão respondeu: “Os seus irmãos têm a Lei de Moisés e os livros dos Profetas para os avisar. Que eles os escutem!”

30 — “Só isso não basta, Pai Abraão!”, respondeu o rico. “Porém, se alguém ressuscitar e for falar com eles, aí eles se arrependerão dos seus pecados.”

31 — Mas Abraão respondeu: “Se eles não escutarem Moisés nem os profetas, não crerão, mesmo que alguém ressuscite.”

Às vezes surge à dúvida, aquela pessoa da família que morreu, foi para o céu ou inferno? Jesus nos ensina a todo o momento e temos a palavra de Deus para acreditar e praticar.

Deus usa os pastores para ensinar sua Palavra, se você não acreditar hoje, nem que manifeste um morto não irá acreditar.

Muitas pessoas viveram grandes milagres de Deus e não mudaram suas atitudes e continuaram sem crer no Senhor.

Não é uma condição de riqueza e pobreza. Lázaro mesmo não tendo nada e doente continuou acreditando na bondade e amor do Senhor.

Nosso relacionamento com Deus não depende se estamos bem ou não. Servir ao Senhor não é porque estou sendo abençoado. Eu não sirvo a Deus somente para que só aconteçam coisas boas na minha vida.

A motivação de servir a Deus é porque amamos a Deus.

Não servimos a Deus apenas porque gostamos do pastor ou dos irmãos da igreja. Servimos a Deus porque o amamos.

Servimos a Deus porque Ele é Bom e nos ama.

Devemos servir a Deus porque temos a certeza que um dia nós estaremos ao lado do Senhor.

O mais importante não é o que temos e o que possuímos nessa terra e sim qual será o nosso destino final quando fecharmos nossos olhos para sempre nesta terra.

Esse cristianismo do ter e possuir mais e mais, atitude individualista, egoísta, materialista não é de Deus.

O verdadeiro cristianismo é a manifestação do amor de Deus em nós e através de nós.

Mesmo não desfrutando das coisas que gosto, nunca deixarei de amar a Deus.

Nessa vida não se leva nada, não perca sua paz tentando acumular bens nessa terra, o nosso verdadeiro tesouro está no céu e é a nossa salvação.

Todos nós passamos por lutas, dificuldades, perdas e tragédias. Por isso você vai ficar a vida inteira se lamentando?

Todos os dias Deus nos dá oportunidade de escrever nossa história de forma diferente.

Devemos descansar no Senhor e confiar nEle. Fazer as coisas diferentes, conforme a vontade de Deus.

Permita que o Senhor lhe abençoe e pare de ficar reclamando.

Aquele mendigo mesmo doente sendo lambido pelos cachorros confiou no Senhor.

Ele não pode mudar a sua vida na terra, mas mudou sua vida no céu.

Talvez aqui na terra não consiga ver os benefícios que você investiu no Reino, mas verás no céu.

Acumule riquezas no céu. Quando você confia de verdade no Senhor a sua herança é a vida eterna.

Qual a tua escolha, confiar em Deus ou abandoná-lo?

O verdadeiro cristão não abre mão de fazer as coisas conforme a vontade de Deus porque é isso que nos garante a vida eterna.

Não se prenda às coisas da terra. Invista nas coisas que te levarão para o céu.

Não queira fazer investimento à curto prazo. Deus quer que você faça investimento à longo prazo (vida eterna).

Não fique reclamando da vida, busque a Deus que é o seu maior investimento hoje.

Busque a Deus de todo o seu coração porque quando acabar seus dias aqui na terra, Deus vai mandar os anjos para te buscar e levá-lo até o céu ao seu encontro.

Não se preocupe com as coisas materiais, porque não são elas que garantirão a nossa eternidade.

Invista no seu relacionamento com Deus.

A nossa verdadeira riqueza esta no céu. Então se esforce aqui na terra para que um dia possa usufruir de tudo isso ao lado do Senhor.

Pr. Marlon Góes

Pb. João Placoná

domingo, 21 de maio de 2017

Confie na tua oração

tua oração tem poder

“E esta é a confiança que temos com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo à Sua vontade, Ele nos ouve. E, sabemos que Ele nos ouve quando ao que lhe pedimos, estamos certos que obteremos os pedidos que Lhe temos feito” I Jo 5:14,15.

Veja só! Deus disse e deixou registrado que tudo o que pedirmos segundo Sua vontade, Ele nos concederá! Mas o que fazemos quando não sabemos qual é a vontade de Deus?

Felizmente Deus revelou muito de Sua vontade na Bíblia. Ao conhecermos melhor a Palavra de Deus, você aprenderá muitas coisas sobre a vontade Dele para sua vida.

Caso você não tenha certeza de que algum pedido de oração esteja de acordo com a vontade de Deus, pergunte ao Senhor, pois Ele pode esclarecer-lhe. E não se preocupe com a possibilidade de cometer erros ao orar.

Você acha que a soberania de Deus será abalada porque um de seus filhos comete erros quando ora?

Um erro ainda maior seria simplesmente não orar.

Se a resposta ao seu pedido for “não”, o Senhor se comunicará com você pelo testificar interior do Espírito Santo. Porém a resposta pode não ser imediata. Deus pode estar desenvolvendo em você uma lenta resignação em Sua perfeita vontade.

Uma vida de oração consistente em sua caminhada com Deus o ajudará a estreitar o relacionamento entre você e seu Pai celestial.

Quando Deus disser: “não” a um pedido que você faz, confie em Sua bondade. Jesus argumentou que pais não dão conselhos inúteis ou presentes ruins a seus filhos quando eles lhe pedem algo. Quanto mais então podemos confiar em nosso Pai celestial que sempre nos concede o que é bom.

Contudo, precisamos pedir de acordo com a Sua vontade.

Faça um diário de oração, você se surpreenderá em conferir as resposta aos seus pedidos.

1 – Pense numa área em sua vida na qual você realmente precisa de uma resposta de oração.

2 – Escreva e coloque a data. Este é o primeiro registro em seu diário de oração.

3 – Estude as seguintes passagens sobre oração em sua Bíblia: Mt 7:7-11; Mt 18:19,20; Mc 10:46-52; Jo 16:24; Rm 8:26-27; Ef 6:10-20 e Tg 5:16-18.

4 – De modo simples e específico, diga ao Senhor qual é o seu pedido.

5 – Agradeça ao Senhor pelo fato de que Ele irá responder sua oração - Fp 4:6.

6 – Anote a resposta quando ela vier e louve a Deus por isso - Cl 4:2.

7 – Repita! Vá acompanhando suas orações e respostas em seu diário e se maravilhe ao ver como Deus responde suas orações ao longo do tempo.

Ev. Luis Palau

Pb. João Placoná

sábado, 22 de abril de 2017

O dízimo foi abolido ou permanece?

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Ficamos pensando como seria bom e produtivo se pudéssemos ter um debate acerca de dízimos e ofertas sem que isso nos trouxesse qualquer embaraço ou constrangimento.

Como seria útil ao reino um levantamento de nossos recursos terrenos aplicados à Obra, sem que isso suscitasse na opinião pública, suspeitas, acusações ou mesmo piadas sujas e de comprometimento ético ou moral contrários à igreja.

Mas a verdade é que isto já foi assim um dia e não faz tanto tempo. Esta presente geração de cristãos já nasceu enlameada pela influência da apostasia pré-anticristã e até mesmo já se acostumou com o antinatural, convivendo em diálogo pacífico com realidades inaceitáveis, contra as quais todo cristão comprometido com o santo evangelho deve protestar, combater e repudiar.

Talvez você que nos lê agora tenha apenas dez, quinze anos ou menos no evangelho e não saiba do que falaremos aqui, mas a verdade é que já existiu uma época neste país e na igreja deste país em que a imagem da igreja não estava associada a poder, riquezas e ostentações.

Sim, houve uma época em que igrejas históricas, renovadas ou pentecostais se igualavam no respeito pelos padrões morais estabelecidos pelas Escrituras.

Época em que a melhor casa do bairro não era a do pastor, em que pastores não transitavam em carros importados e nem viajavam de jatos particulares.

Houve uma época em que igrejas não pagavam milhões por horários na TV e muito menos compravam emissoras de TV.

Houve uma época em que ninguém ousava ensinar que dízimo é investimento e nem uma forma de barganhar bênçãos com Deus.

Houve uma época em que as vassouras da igreja serviam para varrê-la e não para serem vendidas como amuletos ungidos antidemoníacos para os lares.

Houve uma época em que líderes cristãos não patrocinavam orgias regadas a prostituições e whiskies importados.

Houve uma época em que pastores não vestiam ternos de grife italiano.

Houve uma época em que nenhum pastor se atreveria a ser chamado de apóstolo e nenhuma igreja se envolvia em escândalos financeiros. Época em que as igrejas tinham seu departamento próprio de tesouraria e conselho fiscal, que de forma transparente geriam e prestavam contas dos recursos recolhidos e isso não era oficio de pastor.

Houve uma época em que não havia disputa entre as denominações, em que grupos cristãos se recusavam a pescar em aquários alheios, época onde as igrejas sentiriam vergonha de serem erguidas com requintes de luxo e ostentação.

Os templos suntuosos de hoje são um ultraje aos humildes santuários de adoração daquela época. Quem viveu o que estamos afirmando sabe que as multidões em transe ensandecido que gritam nos palácios religiosos de hoje jamais sentiram aquela unção e presença de Deus que sentíamos nas humildes igrejinhas do passado, a começar pela singeleza dos hinos tradicionais que cantávamos para Deus e culminando com as pregações sempre bíblicas e cristocêntricas – muito diferentes da retórica mercadológica e neurolinguística dos pregadores atuais.

Houve um tempo em que os pregadores do evangelho gastavam seus recursos e sua saúde física para irem de encontro aos seus ouvintes. Tempo em que você estaria ofendendo um homem de Deus se oferecesse dinheiro e hotel para que ele fosse pegar na sua igreja.

Houve um tempo em que nenhum levita ou adorador aceitaria ser chamado de cantor, em que era fácil identifica-los em nosso meio com suas maletinhas cheias de playbacks, trajados com decência e sempre com a Bíblia na mão, prontos para darem aquela Palavra temperada com sal antes de cantarem hinos inspirados e ricos de conteúdo bíblico. Era uma época em que se cantava para Deus e não para o bolso.

Sim meus irmãos, houve uma época, e não faz tanto tempo assim – há talvez 25 ou 30 anos – em que as coisas de Deus eram feitas e tratadas com decência.

Portanto, falamos aqui não em nome de uma utopia, mas em nome de um padrão de comportamento que não teria se tornado apenas lembranças do passado, se pessoas sem escrúpulos e desprovidas de caráter não tivessem invadido os púlpitos de nossas igrejas.

Logo, antes de levantarmos uma discussão acerca do certo e do errado quanto ao recolhimento de dízimos, tenhamos em mente que a grande diferença está no perfil humano que hoje se encontra por trás deste grande número de cassinos religiosos, que por respeito a quem faz a Obra com honestidade e zelo santo, nos recusamos a chamar de igrejas.

A palavra dízimo é encontrada pela Primeira vez na Bíblia em (Gn 14). Significa colheita ou ceifa. Naquele contexto em seu inicio, percebemos que foi uma atitude voluntária,  quando depois de uma guerra, Abraão ofereceu a um sacerdote chamado Melquisedeque. Jacó, seu neto, também se comprometeu voluntariamente a dar dízimos.

Esse dízimo nunca foi dinheiro e sim cereais. E é bom lembrar que já havia naquela época moedas cunhadas com valor monetário. Portanto, se o princípio originário do dízimo envolve-se dinheiro, entendemos que tanto Abraão como Jacó possuíam muito e dariam sem problema algum, só que não é assim que observamos no relato bíblico.

Não há a presença de dinheiro neste processo, sendo este preceito totalmente diferente da prática religiosa estabelecida na ordem levítica da lei de Moisés, onde o Dízimo significa a décima parte de algo, entregue voluntariamente ou através de taxa ou imposto, para ajudar organizações religiosas judaicas segundo a Lei de Moises (Lv 27, 30, 32), (Malaquias 3:10), (Hb 7:5). Segundo a ordem levítica o dizimo era dado exclusivamente aos levitas (I Co 15:2), (Hb 7.5), (Hb 7.11)

Seu início se deu porque dentre as 12 tribos de Israel,  a mais pobre era a tribo de Levi. Então as tribos mais prosperas deveriam repartir mantimentos com a tribo menos favorecida justamente porque elas tinham colheitas em abundancia e não necessitavam de tantos mantimentos. Guardar tudo para elas mesmas significaria acumular tesouro o que é terminantemente proibido por Deus.

A tribo de Levi por sua vez também ofertava a viúvas, órfãos e necessitados (Dt 26:12), repartiam com os estrangeiros, já que Israel no passado também já foi estrangeira, significando assim amor ao próximo.

Naquela localidade e época, o conceito de benção era chuva para a colheita, maldição era seca, o devorador eram os gafanhotos, tudo isso definitivamente nada tem a ver a associação do devorador com o demônio nem benção com prosperidade financeira, como ensinam os púlpitos equivocados ou fraudulentos de hoje. Em toda Bíblia não existe uma única citação que ampare este tipo de heresia.

Segundo a LEI apenas os LEVITAS poderiam recolher o dizimo. Os lideres religiosos de hoje que recolhem o dizimo, não são da tribo de Levi, não são Judeus e não fazem parte da Lei de Moisés. 

Este costume existiu de Abraão, até Levi (Hb 7:9), nessa passagem Paulo explica que, o dizimo termina em Levi e por ser Cristo sacerdote segundo a Ordem de Melquisedec, este ab-rogou (aboliu) o sacerdócio levítico com todas as suas leis, dízimos e costumes, conforme narra  Paulo na carta endereçada aos Hebreus (Hb 7, 1 - 28). Ali Paulo arremata: "Com efeito, mudado que seja o sacerdócio, é necessário que se mude também a lei" (Hb 7.12). E ainda: "O mandamento precedente é, na verdade, ab-rogado pela sua fraqueza e inutilidade" (Hb 7:18). OBS: SACERDOTE SÃO LÍDERES RELIGIOSOS DA TRIBO DE LEVI.

Quem entende que o velho testamento e seus preceitos foram abolidos por Cristo segundo o Apostolo Paulo (II Co 3:14), mas mesmo assim apoiam o uso do dizimo, citando a passagem do Novo Testamento onde Jesus critica os Escribas e Fariseus que lembram apenas do dizimo e esqueciam os outros preceitos da lei (Mt 23:23), precisam compreender que segundo a lei de Móisés no antigo testamento, aqueles dois homens que Jesus criticou, eram obrigados a dar o dizimo, o cominho e hortelã porque eram Judeus e ainda estavam sob o manto da lei de Moisés e não da graça, que tem seu inicio com a morte de  Jesus. E isto se deu quando Ele bradou “Esta consumado”. Naquele momento Cristo adentrou a nova aliança da graça, que estamos hoje.

Portanto,  neste contexto Jesus está lançando uma forte exortação sobre aqueles religiosos que só lembravam-se do dízimo e esqueciam-se dos outros preceitos da Lei. Jesus estava provando que eles que tanto usavam a lei para acusá-lo, não estavam cumprindo sequer essa lei de que faziam uso em seus argumentos.

Assim, definitivamente Ele não está ali orientando aos Gentios (nós) a praticar o preceito do dízimo veterotestamentário. Cristo e Seus discípulos jamais orientaram para que permanecêssemos no preceito do dizimo.

Dessas questões, o que Jesus de fato preservou foi a caridade, ou seja, ajudar o necessitado e ofertar ao próximo. (Is 1:17), (Tg 1:27).

Importante também considerar que atender a viúva e o órfão ou o necessitado de qualquer instância, não é nenhuma transferência de responsabilidade. Não significa fazer o líder ter esta obrigação, dando a ele pra ele dar aos outros.

Não é assim que funciona. É você quem deve assumir essa postura de amor ao próximo. Isso é pessoal, é um hábito que devemos ter e que deve ser observado e honrado apenas por Deus e mais ninguém.

Assim, meus amados, concluímos então neste primeiro momento de análise do tema em questão que o dizimo nos moldes estabelecidos pela Velha Aliança e que é tão respaldado desta forma em nossos dias, não é mais uma prática desse tempo, não é um atributo para os Gentios, pois o líder que recebe dízimos e os administra não pertence à tribo de Levi.

Permanecer no preceito da lei é o mesmo que negar o sacrifício da cruz de Cristo, que segundo a própria lei, seria abolida, na vinda do Salvador Messias.

Permanecer no preceito da Lei é o mesmo que negar a eficácia da cruz de Cristo. Quem usa Malaquias 3:10 e aterroriza os incautos com ameaças de maldição e ainda por cima ofende o povo de Deus, chamando de ladrões aqueles que não seguem esta prática à risca, deveriam também guardar o sábado e outros aspectos cerimoniais da lei.

Escolher a manutenção do dízimo e abolir os demais cerimonialismos judaicos é um ato no mínimo suspeito e aponta para sintomas de desonestidade ou, na mais leve das hipóteses, de grave ignorância teológica.

O dizimo segundo os moldes do AT pode ser recolhido de acordo com a palavra do homem, mas não de acordo com a Escritura no Novo Testamento, e quem defende esta prática nestes moldes é tão judaizante quanto aqueles que foram combatidos pelos Apóstolos no primeiro século.

Mas após, todas estas considerações, muitos certamente irão descambar para a pragmática dedução de que somos contra o recolhimento de dízimos e ofertas. Estão enganados!

Somos contra a farra maldosa e criminosa que se estabeleceu e que gerou em nosso meio uma indústria milionária, que transformou igrejas em multinacionais religiosas e pastores em caciques de impérios financeiros.

Somos contra o estelionato que usurpa o nome de dízimo, mas que dízimo nunca foi e que é patrocinado por ateus travestidos de pastores e por maçons que aplicaram seu olhar empresarial sobre a Obra de Deus, tornando-a o braço mais lucrativo de seus negócios.

A lei foi abolida, mas seus princípios são eternos. Se formos literalistas e rasos neste entendimento, seremos forçados a dizer que o VT não é Palavra de Deus e que somente o NT deve ser recebido como autoridade de fé e prática.

Mas nenhum cristão com o mínimo de responsabilidade teológica pode defender uma barbaridade desse nível.

Nós não guardamos o sábado, por exemplo, mas o princípio do descansar em Deus – que se cumpre em Cristo reinando em nossas vidas – representa a manutenção do princípio sabático.

O raciocínio quanto ao dízimo é o mesmo. Não há base bíblica para estabelecermos um tributo religioso de 10% dentro de nossas igrejas.

Nenhum pastor pode administrar recursos financeiros, pois não é sacerdote levítico, nenhum irmão em dificuldades financeiras e que por esta razão não consegue contribuir com uma alíquota estabelecida deve ser acusado de estar roubando a Deus, nem mesmo a obrigatoriedade de uma entrega necessariamente em dinheiro e com taxa prefixada pode existir em nosso meio. Isso tudo foi abolido com a lei.

O que é prevalece é o princípio do dízimo, que consiste no gesto voluntário e não opressor de apoiar a Obra de Deus com os necessários recursos deste mundo.

O termo dízimo poderia ser retirado sem nenhum problema da vida cristã, contudo sua manutenção não representa nenhum pecado, na medida em que sua aplicação respeite os princípios de fato cristãos e bíblicos.

Hoje, dizimar nada mais é do que contribuir com a Obra e isto se insere na proporcionalidade financeira de cada um, na segurança de que esta entrega não comprometerá a estrutura do sustento familiar de ninguém e na certeza de que o dinheiro entregue na igreja não compra a benção dos céus.

Já ouvimos líderes religiosos usando o termo “investimento” quando pedem dinheiro aos seus fiéis. Isso é um crime, uma blasfêmia, uma heresia que nosso universo semântico não consegue traduzir.

Dizimar, em nossos dias, implica em ato de amor, de liberalidade e de desapego à ganância materialista.

Quem dizima numa igreja séria está contribuindo com Missões e desta forma se torna instrumento para a salvação de outras vidas. Não está dando dinheiro para pastores. Está dividindo suas próprias bênçãos com os menos favorecidos – e isto é princípio fundamental da fé cristã.

Os dízimos e as ofertas nestes moldes que falamos (e não no da Velha Aliança, que gera ameaças e opressões da parte de alguns líderes desonestos) é o modelo mais ético, decente e coerente para a sobrevivência da igreja.

Toda instituição séria sobrevive de seus próprios membros e não de recursos externos e escusos. Tudo que a igreja faz deve ser financiado e gerido por receitas levantadas deliberadamente por seus próprios fiéis.

Suas edificações (que devem ser sempre modestas e necessárias), suas aquisições, seus projetos, o sustento de seus obreiros e suas campanhas missionárias devem ser garantidas pelos dízimos e ofertas levantados voluntariamente por aqueles que compõem a comunidade da fé.

Ao fazerem isto, estes colaboradores não estão assegurando nenhum lote no céu, não estão ganhando imunidade contra pobreza ou doenças, não estão negociando barganhas com Deus de qualquer espécie e muito menos estão fazendo nenhum indecente investimento para lucrarem valores maiores mais adiante. Este ensino é diabólico, criminoso, impostor, blasfemo e digno do nojo e do repúdio de todo autêntico filho de Deus.

Uma igreja que não se mantém decentemente por meio de seus dízimos e ofertas será tentada a angariar outros meios de sobrevivência e assim acabará sucumbindo à triste lógica dos nossos dias, onde verdadeiras empresas com nome de igrejas abrem e fecham portas às milhares todos os dias por todo país.

Sem falar que também serão formidáveis currais eleitorais para políticos nefastos compradores de votos.

Igrejas sérias recolhem dízimos de forma bíblica e ética, sem oprimir seus fiéis e sem mentir no verdadeiro valor e significado desta prática.

Temos orgulho em pastorear igrejas que recolhem seus dízimos e ofertas sem nenhum peso de consciência.

Há trinta anos não havia nenhuma polêmica em torno deste assunto, porque predomina o compromisso com Deus e com a moralidade bíblica. Hoje, temos empresários comandando igrejas e por isso o dízimo se tornou uma pauta maldita para muitos.

Voltemos á simplicidade do evangelho, sejamos honestos e decentes e todo dinheiro que circular em nossas igrejas será objeto de benção e não argumento de escândalo.

Pr. Reinaldo Ribeiro

Pb. João Placoná